sábado, 26 de novembro de 2011

Ética, parte 2: da origem e da natureza da mente (alma)

   Spinoza se opõe a Descartes...
Descartes divide o ser humano em dois: o corpo é uma substância e a mente (alma) é outra substância.  Ele é um pensador dualista. Ele diz que quando a alma padece, o corpo padece.  E quando o corpo age, a alma padece.  Os espíritos muito passionais caem sempre no erro.  Só quando o corpo age, a alma padece.
Spinoza rebate isso...
Mente e Corpo são um só indivíduo. Mente (alma) é atributo pensamento.  Corpo é atributo extensão.
Mente é a idéia do Corpo.  Corpo é o ideado da Mente.
O que acontece no corpo, acontece simultaneamente à idéia do corpo (mente).
Spinoza combate o antropormofismo, onde Deus é um ser feito à imagem e semelhança do Homem.  No antropormofismo Deus concebe, e DEPOIS  cria.  Para Spinoza, Deus pensa tal como age.  Agir e pensar são simultaneos.  Spinoza defende a eternidade da Natureza, mas o modos são finitos e mutáveis.  O seu Eu não é eterno... é finito e tem duração.
Todas as coisas existentes são modos (= afecções) que têm Deus como causa, ou seja, são modos da Substância.

1) Há uma identidade de ordem: a nossa mente só percebe idéias.  O nosso corpo é afetado por outros corpos.
2) Há uma identidade de conexão: tudo o que acontece no seu corpo, afeta a sua mente, simultaneamente.

A Natureza é inteligível nela mesma.  O Homem possui a potência de conhecê-la. A Natureza se mostra...não há nada oculto, nada obscuro...Portanto, afasta os profetas, os intérpretes da Natureza e os sacerdotes.

postado por wildcat

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