Por Cristina Benford Pernambuco
A escolha do nosso novo professor de filosofia, prof. Noel, foi excelente! A capacidade de síntese e clareza dele é impressionante!
Explicar a Estética de 400 anos da Arte da Pintura, da Literatura e da Música em um curto espaço de tempo, e todos entenderem e adorarem é maravilhoso!
A partir do que foi dado, pude pesquisar e entender melhor uma série de conceitos filosóficos conhecidos por nós Artistas Plásticos, como por exemplo, a análise do Belo nas Artes dos sécs XVII, XVIII, XIX e as transgressões e questionamentos dos movimentos artísticos que ocorreram a partir do séc. XX, com o advento da Fotografia, que substituiu a pintura realista dos sécs anteriores, a Beleza passou para um plano menos importante, a passagem do período clássico ao período romântico, do sujeito coletivo ao indivíduo singular.
O que nos afeta, não precisava mais ser representado com fidelidade ao objeto, e sim de uma forma mais fiel à nossa sensibilidade, como no Movimento Impressionista, do final do Séc XIX e início dos XX, de Monet, Renoir, Van Gogh, e outros.
Revimos os conceitos filosóficos dos diversos movimentos que surgiram na Estética modernista, tais como o Movimento Construtivista Russo de 1913 de Malevich, o Manifesto Surrealista de 1924, o Dadaísmo de Marcel Duchamp, que se seguiu , e o Abstracionismo dos anos 1950!
Vimos o Construtivismo russo que foi um movimento estético-político iniciado na Rússia a partir de 1913, como parte do contexto dos movimentos de vanguarda no país, de forte influência na arquitetura e na arte ocidental. Ele negava uma "arte pura" e procurava abolir a ideia de que a arte é um elemento especial da criação humana, separada do mundo cotidiano. A arte, inspirada pelas novas conquistas do revolucionário Estado Operário, deveria se inspirar nas novas perspectivas abertas pelas técnicas e materiais modernos servindo a objetivos sociais e a construção de um mundo socialista. O termo arte construtivista foi introduzido pela primeira vez por Malevich para descrever o trabalho de Rodchenko em 1917.
Foi visto o Movimento "Manifesto Surrealista " de André Breton em 1924, que trouxe para o mundo um novo modo de encarar a arte.
Impunha o chamado automatismo psíquico, "estado puro, mediante o qual se propunha transmitir verbalmente, por escrito, ou por qualquer outro meio o funcionamento do pensamento; ditado do pensamento, suspenso qualquer controle exercido pela razão, alheio a qualquer preocupação estética ou moral".
Alguns de suas citações:
“A atitude realista é fruto da mediocridade, do ódio, e da presunção rasteira. É dela que nascem os livros que insultam a inteligência.”
“A mania incurável de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, só serve para entorpecer cérebros.”
“Hoje em dia, os métodos da lógica só servem para resolver problemas secundários”.
“A extrema diferença de importância que, aos olhos do observador ordinário, tem os acontecimentos de vigília e os do sono sempre me encheu de espanto. (...) Talvez o meu sonho da noite passada tenha dado prosseguimento ao da noite anterior e continue na próxima noite com rigor meritório.”
“Digamo-lo claramente de uma vez por todas: o maravilhoso é sempre belo; qualquer tipo de maravilhoso é belo, só o maravilhoso é belo. (...) Desde cedo as crianças são apartadas do maravilhoso, de modo que, quando crescem, já não possuem uma virgindade de espírito que lhes permita sentir extremo prazer na leitura de um conto infantil.”
“Oxalá chegue o dia em que a poesia decrete o fim do dinheiro e rompa sozinha o pão do céu na terra.”
"Em homenagem a Guillaume Apollinaire, Soulpault e eu, André Breton, demos o nome de "surrealismo" ao novo modo de expressão que tínhamos à nossa disposição e que estávamos ansiosos por colocar ao alcance de nossos amigos”.
“O surrealismo não permite aos que a ele se consagram, abandoná-lo quando lhes apetece fazê lo. Ele atua sobre a mente como os entorpecentes e muitos outros de épocas relacionadas.
“A mente que mergulha no surrealismo revive, com exaltação, a melhor parte de sua infância.”
"Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti é não perdoares."
"Só o que me exalta ainda é a única palavra: liberdade. Eu a considero apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano."
Depois vimos o movimento Dadaísta, de Marcel Duchamp, movimento que propunha a oposição por qualquer tipo de equilíbrio e o Movimento Abstracionista dos anos 50, de Pollock, Rothko, de emoções transformadas em cores e formas.
A partir desta época, as Artes Visuais, e também as Artes Literárias, as Artes da Música, podem ser expressas mais livremente, tais como sentimos e abrindo com isto uma possibilidade infinita de expressões artísticas, ligadas ao Individualismo, do sujeito como indivíduo singular, com personalidade própria, numa transição do subjetivismo clássico, do sujeito como parte de um todo, ao sujeito único, singular.
Bibliografia :
Aulas do Professor Noel
Wikipédia - Internet.
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